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Porque é que tratar apenas o sintoma raramente resolve a doença? 

Há uma diferença profunda entre silenciar um alarme e apagar o incêndio.

O sintoma é o alarme.
É a forma que o corpo encontra para dizer: "Olha para mim. Algo aqui precisa de ser visto." 

Quando nos limitamos a suprimi-lo, com uma medicação, um gesto de distração, uma negociação silenciosa com a dor, estamos, na verdade, a desligar o mensageiro sem ler a mensagem. E a mensagem continua lá. Gravada no corpo. Esperando. A Biodescodificação ensina-nos que o sintoma raramente é aleatório pois ele tem uma função biológica, um sentido. Muitas vezes, está ligado a um conflito vivido, por nós ou por alguém que veio antes de nós na árvore genealógica. 

  • Um avô que perdeu tudo.
  • Uma avó que não pôde chorar.
  • Um pai que teve de se calar para sobreviver.

Esses conflitos não desaparecem.
Vêm pelas raízes, atravessam o tronco, e chegam aos ramos, às novas gerações, como lealdades invisíveis. 


Amando cegamente, repetimos o que não foi resolvido. O sintoma é, muitas vezes, a forma que o sistema encontra para dizer: "Alguém nesta árvore precisa que este conflito seja finalmente olhado." Tratar apenas o sintoma é como podar as folhas secas de uma árvore sem olhar para as raízes. As folhas voltam a secar.

Porque o problema não está na folha, está no que corre debaixo da terra, invisível, silencioso e poderoso.
A verdadeira cura acontece quando paramos de lutar contra o sintoma e começamos a ouvi-lo.
Quando perguntamos: "O que estás a tentar mostrar-me? De que conflito és tu a expressão? A quem pertence, realmente, esta dor?"

E então, com coragem e respeito, fazemos o movimento sistémico mais poderoso que existe: vemos. Damos lugar.
E depois devolvemos: "Eu vejo você. Eu dou um lugar para o que aconteceu. Mas isso pertence a você, não a mim. Eu deixo isso com você. Eu fico com a vida."


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