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Constelações Familiares e a cura através do reconhecimento.

Constelações Familiares e a cura através do reconhecimento.
Como o: 'Eu vejo você', pode  mudar a nossa saúde!
Existem dores que não começam em nós.

Há sintomas, bloqueios emocionais, padrões repetitivos e até determinadas doenças que parecem surgir sem uma explicação lógica aparente. 

Muitas pessoas sentem que carregam um peso que não lhes pertence, como se estivessem a viver uma história que começou muito antes do seu nascimento.

A abordagem das Constelações Familiares, desenvolvida por Bert Hellinger, propõe uma visão profunda sobre estas dinâmicas invisíveis. Segundo esta perspetiva, os sistemas familiares possuem uma memória coletiva que influencia gerações sucessivas, criando vínculos de lealdade inconsciente entre os membros da família.

E é precisamente aqui que surge uma das frases mais poderosas do trabalho sistémico: "Eu vejo você."

Estas três palavras simples podem representar o início de um profundo processo de transformação interior.

O que significa realmente "Eu Vejo Você"?

No contexto sistémico, ver alguém significa reconhecer a sua existência, o seu lugar e a sua história.

Quando uma pessoa é excluída, esquecida, julgada ou apagada da memória familiar, o sistema tende a procurar uma forma de restaurar o equilíbrio. Muitas vezes, essa compensação acontece através de um descendente que, inconscientemente, passa a representar ou carregar o destino daquele que foi excluído.

É como se a família dissesse: "Aquilo que não foi visto precisa de voltar a ser visto."

Por isso, quando numa Constelação alguém diz: "Eu vejo você", está a devolver dignidade, pertencimento e reconhecimento àquela pessoa. E quando algo oculto é finalmente reconhecido, o sistema pode relaxar.

Na visão sistémica, o sintoma não é visto apenas como um problema a eliminar. Muitas vezes é compreendido como uma linguagem. O corpo pode estar a expressar algo que ainda não foi reconhecido.

Pode estar a apontar para:

  • Uma dor ancestral;
  • Um luto não realizado;
  • Um segredo familiar;
  • Uma exclusão;
  • Um conflito emocional não resolvido.

O sintoma torna-se, então, um convite para olhar além do indivíduo e compreender o contexto sistémico onde ele está inserido.


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