Segundo as constelações familiares, quando nos tornamos adultos, uma das tarefas mais difíceis que temos é o de renunciar ao amor dos pais. Dito desta forma, parece que vamos deixar de estar com eles ou deixar de gostar deles, mas não é nada disso. Quando em consulta falo deste conceito, a pessoa fica com receio e retrai-se com dificuldade no entendimento do conceito. Então, vamos explicar o que isto significa. Quando adultos, queremos iniciar uma relação com um parceiro ou parceira e para que tenhamos sucesso na relação, é necessária esta renúncia interna. Esta renúncia, não implica abandono dos pais, mas implica percebermos que o nosso olhar é para a vida, a nossa vida e não para o passado.
Os bloqueios surgem quando a mulher ou o homem não conseguem fazer isso.
A menina ingressa na vida sob a influência da mãe, mas com a atração ao masculino. Se o pai a fascina, ela fica presa aqui. O pai terá um papel na vida da filha, mas ela deverá regressar à mãe para ter um desenvolvimento equilibrado do seu feminino.
Quando isto não acontece, ela fica presa ao pai. Torna-se a eterna menina do papá, não amadurecendo como mulher. Ela necessita romper este conceito, olhar a mãe e perceber que em adulta o seu parceiro será um homem que não o pai.
Livro: A cura através das constelações
Ana Tavares
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